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Câmara de Almada com prejuízo de 5 milhões em cinco edições de O Sol da Caparica






A Câmara de Almada revelou esta quinta-feira ter um prejuízo acumulado de perto de cinco milhões de euros com a realização de cinco edições do festival O Sol da Caparica, o que originou a procura de um novo promotor.

Em declarações à agência Lusa, o município adiantou que, na edição realizada no ano passado, a câmara investiu 1,7 milhões de euros, mas as receitas foram de apenas 765 mil euros, tendo um prejuízo de cerca de 962 mil euros.

“Considerando que, desde 2014, decorreram cinco edições, estaremos a falar de um prejuízo acumulado de perto de 5 milhões de euros”.

Além disso, a Câmara de Almada salientou que, neste prejuízo não está contabilizado o valor da cedência do espaço para a realização do evento, a cedência de espaços públicos para a promoção do festival, a cedência de escritórios durante todo o ano à empresa organizadora, a cedência de utilização de material informático e de escritório, o consumo de água e luz e, ainda, a utilização de funcionários camarários para montagem, preparação e limpeza do espaço.




Desta forma, o “avultado prejuízo” com a realização do festival foi determinante para que a autarquia decidisse “deixar de assumir integralmente os custos”.

ORGANIZAÇÃO A CARGO DA AMG MUSIC

Já na quarta-feira, a autarquia tinha avançado à Lusa que o Sol da Caparica iria regressar em 2019 para a sua sexta edição, mantendo o conceito, mas que estava à procura de um novo promotor. A organização do festival estava a cargo da AMG Music, mas o contrato com a empresa terminou este ano e, tendo em conta os resultados obtidos, a Câmara de Almada “só poderia voltar a contratar um produtor por procedimento público”. Ainda assim, o município realçou que a ex-empresa organizadora “foi consultada no âmbito do procedimento público de contratação”.




Numa nota enviada à Lusa, a AMG Music esclareceu que foi convidada pela autarquia para uma consulta prévia ao procedimento público de contratação, mas optou por não apresentar qualquer proposta.

“A AMG Music não apresenta proposta para este caderno de encargos. É nossa convicção, que o modelo proposto e condições oferecidas de exploração do Festival o Sol da Caparica não permite alcançar, com qualidade e eficácia, a exemplo dos anos anteriores, os resultados positivos deste Festival criado por nós para a Câmara Municipal de Almada”.

À PROCURA DE NOVO PROMOTOR

De acordo com a autarquia, já “existem interessados” na realização do festival, pelo que em breve irá ser lançado um prazo para a entrega de propostas. O novo promotor deverá, segundo a Câmara de Almada, gerir a programação, a contratação e montagem de equipamentos, a criação do circuito de sinalética tanto no interior como no exterior do recinto, a criação de serviços criativos para conteúdos editoriais, redes sociais e comunicação, além da responsabilidade em angariar patrocínios e fundos.




“Como contrapartida, a câmara, pela prestação dos serviços objeto do contrato, concederá ao concorrente a utilização da marca “O Sol da Caparica” neste evento, bem como a cedência do espaço para a realização do mesmo, os proveitos de bilhética e ainda procederá ao pagamento de uma quantia que não excederá o valor de 70 mil euros”, indicou.

Apesar da mudança de produtor, o festival vai manter os “princípios associados à marca”, nomeadamente a promoção de música originária dos Países de Língua Oficial Portuguesa. O grupo do Facebook “Eu Gosto das Freguesias de Almada” e o antigo vereador do PCP António Matos avançaram esta semana que o Sol da Caparica teria sido “cancelado” e que a empresa organizadora estava “fora da nova equação”.




O evento realiza-se anualmente no parque urbano da Costa de Caparica, em Almada, no distrito de Setúbal e diferencia-se pela “diversidade”.

Lusa

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